
Mansões luxuosas, piscinas invejáveis, sala de jogos bem estruturadas, locais para variados tipos de diversão, e até mesmo um mini zoológico instalado (com tigres e panteras). Essas são características que embelezam às propriedades privadas de quem manipula o comércio tóxico no Brasil. Enganado (a) quem imagina que toda essa vida de ostentação é levada apenas fora das prisões. Dentro dos cárceres, eles conseguem monopolizar grande parte das negociações com outros traficantes, podendo existir comunicação até mesmo em países estrangeiros. Os detentos privatizam às maiores cadeias do país. A cobrança de pedágios, os contratos e exportações podem ter origem a partir de um singelo e discreto telefonema. Fica mais que evidente o descaso das leis policiais em relação a esse tipo de problema, muitas vezes, os próprios facilitam todo o processo do tráfico, sendo corrompidos com preços tentadores, valores que ultrapassam a renda mensal do indivíduo. Vale ressaltar que o contribuinte, que paga todos os seus impostos e não faz parte do tráfico, acaba arcando com uma parcela de todo esse absurdo, pois é do esforço dele que os prisioneiros são sustentados, sendo que os detentos não produzem nada. Como enfatizo no início do texto, eles aumentam suas riquezas, através da venda de drogas, e pioram a situação da sociedade; aumentando o mercado consumidor e causando uma maior depedência econômica. Esse tipo de comércio ilegal, cresceu nos últimos anos 400% em todo o mundo, uma taxa relevante.O problema com às drogas, constitui um dos aspectos mais emblemáticos da sociedade contemporânea.Atingindo todas às classes hierárquicas, sendo amparada, com propósito ou não, por pessoas que não fazem parte do ciclo vicioso e não sobrevivem dessa prática ilícita.
Por Ana Paula Lins.
Foto: Fabrício Escandiuzzi
